Por Jeffrey Goldfarb
LONDRES (Reuters) - As gravadoras britânicas reforçaram sua campanha contra a troca ilegal de arquivos musicais, na segunda-feira, ao exigir que dois provedores de acesso à Internet suspendam 59 contas que acreditam estejam sendo usadas para a troca de arquivos musicais protegidos por direitos autorais.
A associação setorial British Phonographic Industry solicitou que a Cable & Wireless e a Tiscali se unissem à cruzada contra as práticas que solaparam a posição de mercado das gravadoras nos últimos anos.
"Nós temos dito já há meses que é inaceitável que os provedores finjam que não vêem as violações de direitos autorais em escala industrial que estão ocorrendo", afirmou Peter Jamieson, presidente da BPI, em comunicado.
"Nós estamos fornecendo à Cable & Wireless e à Tiscali provas inequívocas de violações de direitos autorais praticadas por intermédio de seus serviços", acrescentou. "Cabe a elas, agora, colocar a casa em ordem e impedir que essas pessoas operem".
Uma porta-voz da C&W disse que as normas do provedor do grupo, o Bulldog, previam casos como esse e "normalmente significariam que quaisquer contas usadas para troca ilegal de arquivos seriam fechadas", ainda que se tenha recusado a comentar especificamente sobre as provas quanto aos clientes mencionados pela BPI.
"Tomaremos as medidas necessárias para resolver o problema", ela acrescentou.
A Tiscali disse que não suspende automaticamente contas de clientes por pedidos, mas que isso pode ser feito depois de uma investigação.
"Estamos avaliando a informação que recebemos e vamos responder de maneira apropriada", afirmou a empresa.
A BPI, que já obteve decisões judiciais contra consumidores acusados de download ilegal de música, e que também já encerrou processos desse tipo por acordo com os acusados, anunciou ter reunido provas contra essas contas por meio do uso de redes de trocas de arquivo.
A organização anunciou ter identificado 42 endereços no provedor da C&W e 17 na Tiscali que foram usados para fazer upload de volume significativo de músicas protegidas por direitos autorais. A BPI informou que era capaz de identificar os serviços que estavam sendo usados, mas que apenas os provedores poderiam revelar a identidade dos usuários a quem os endereços pertencem.



